A segurança de dados é um mito da era moderna. Nos últimos tempos, os gigantes da tecnologia, particularmente o Facebook, foram acusados ​​de atacar agressivamente e extensivamente os dados dos usuários. E agora o Facebook acaba de admitir como é eficiente na tarefa.

A gigante das mídias sociais em um documento de 225 páginas respondendo a um conjunto de 2.000 perguntas do Comitê de Judiciário do Senado dos EUA admitiu que coleta informações de e sobre computadores, telefones e dispositivos conectados, incluindo mouse, que os usuários usam com seus vários serviços e que combina essas informações para fornecer aos usuários um conteúdo personalizado.

O Facebook disse que rastreia os movimentos do mouse para ajudar seu algoritmo a distinguir entre humanos e bots. Rastrear os movimentos do mouse também ajuda o gigante da mídia social, que tem sido criticado por suas práticas de privacidade de dados, a também determinar se a janela está em primeiro plano ou em segundo plano.

“Coletamos informações de e sobre computadores, telefones, TVs conectadas e outros dispositivos conectados à Internet que os usuários usam que se integram aos nossos produtos, e combinamos essas informações em diferentes dispositivos que os usuários usam”, escreveu o Facebook no documento, acrescentando que as informações coletadas é usado para “oferecer uma melhor personalização do conteúdo (incluindo anúncios), para avaliar se eles agiram em resposta a um anúncio que exibimos em seu telefone”.

A plataforma de rede social também admitiu que coleta informações sobre sistemas operacionais, hardware, versões de software, níveis de bateria, intensidade do sinal, espaço de armazenamento disponível, sinais Bluetooth, nomes e tipos de arquivos, IDs de dispositivos, navegadores e plugins de navegador (quase todos as informações disponíveis no dispositivo e sobre ele), dos telefones dos usuários, da TV e de outros dispositivos conectados.

A empresa também admitiu coletar informações sobre o sexo, usuários que foram removidos de sua lista de amigos e todos os anúncios que já foram clicados.

É interessante notar que o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, durante uma audiência do Congresso nos bastidores do escândalo Cambridge Analytica, disse que o aplicativo não usa os microfones para espionar seus usuários. Ainda uma patente detida pela empresa afirma que o aplicativo do Facebook usa algoritmo de reconhecimento de voz, que usa áudio gravado pelos microfones, para modificar as pontuações do ranking de histórias em usuários News Feed.

Embora o documento divulgado pelo Facebook possa estar de acordo com o depoimento de Zuckerberg em abril, ele esclarece a extensão do escrutínio de dados que os usuários do Facebook e até mesmo as pessoas em sua lista de amigos estão sujeitos. Ele também mostra os métodos que a empresa implementa para acompanhar seus usuários e suas atividades. Embora o co-fundador do Facebook possa não ter admitido a gravação de trechos de áudio, à luz das informações recentes que divulgou, especialmente a parte sobre o rastreamento dos movimentos do mouse, a empresa parece estar um passo a menos de admitir o mesmo.

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